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Reforma com economia
Seis acertos que reduziram gastos
A reforma no apartamento não passou dos R$ 300 por m². Veja quais foram as medidas que ajudaram a economizar

Texto: Débora Borges Fotos: Luiz Prestes

Entre o estar e o jantar da sala havia um degrau que foi eliminado. Parte do entulho da demolição de outras paredes do apartamento foi utilizada para fazer o nivelamento, economizando material. A solução deixou o visual mais coeso, além de ganhar um pouco de espaço. No total, a área social ficou com 25 m².

"Para obter mais economia na obra é imprescindível que se saiba exatamente o que se quer fazer. Do contrário, é como ir ao supermercado sem lista: acabamos comprando coisas que não precisamos e só depois nos damos conta do necessário"

A arquiteta Mônica Raeder assumiu um desafio nada fácil: fazer uma reforma econômica no apartamento recém-adquirido por um casal de economistas. Mais exigentes os proprietários não poderiam ser. "Foi um projeto bem detalhado, cada revestimento, cada peça de mobiliário, tudo foi calculado antes de assumir um espaço na residência. Para cada ambiente consigo contar, pelo menos, três estudos", revela a profissional.

O planejamento deu certo. Não houve atraso no cronograma nem gastos desnecessários. A família gastou R$ 300 por m² para modificar o apartamento de 120 m². Com as medidas de economia tomadas, a arquiteta calcula que os proprietários economizaram quase um terço do valor a ser gasto em toda a obra. O desafio cumprido por Mônica foi atender a família, conciliando conforto e economia.

Os quartos e banheiros não sofreram grandes alterações. Apenas a suíte do casal ganhou uma banheira, mas não houve necessidade de novas instalações hidráulicas, por exemplo. O gesso também foi mantido. "Nada de gastos exagerados. É um princípio a ser seguido. Não vivemos em um mundo onde cabe o desperdício." Os espaços foram projetados pensando no aproveitamento a longo prazo. A arquitetura de linhas retas, acabamentos duradouros e tons neutros reflete essa proposta.

Para o piso, a opção foi compor o mármore travertino e o granito café imperial. Os elementos de luxo foram comprados por menos da metade do preço, pois a arquiteta optou por pontas de estoque. Ela comprou o material de 30 x 30 cm pagando R$ 73 por m² - normalmente vendido em placas a R$ 153 o m². O valor para revestir salas e lavabo (30 m²) foi R$ 2,2 mil - se tivesse comprado as peças em lojas comuns esse valor iria para R$ 4,6 mil.

Para economizar

1. Planejamento é tudo
Depois do projeto bem definido, a arquiteta foi objetiva no que precisava ser comprado. Foi montado um cronograma abrangendo todas as atividades a serem realizadas e data-limite para compra de cada material. Para isso, o trabalho de pesquisa de preços anterior à obra foi muito importante. O cumprimento do cronograma é fundamental para que a obra não encareça. O custo é baseado também no tempo que os trabalhos serão feitos. Do planejamento à entrega das chaves passaram-se seis meses.

2. Mão de obra de confiança
Um profissional ficou em período integral na obra e recebia um salário mensal. Durante a semana, inclusive dormia no local e era de confiança dos proprietários. Segundo a arquiteta, a contratação evitou dores de cabeça. O próprio funcionário coordenava os demais, recebia e controlava o uso dos materiais. "A opção é bem mais barata do que entregar o trabalho a uma empreiteira."

3. Quebrar as paredes certas
A primeira ação concreta da obra é a demolição das paredes que não interessam e a construção das novas divisórias. No apartamento dos economistas, a parede que dividia a cozinha da copa foi descartada e uma outra foi erguida no limite do corredor. Com a retirada da divisão da sala íntima, o espaço cresceu até a antiga área de circulação. Todas as paredes derrubadas eram apenas de vedação, não eram estruturais - o que exigiria reforço para alteração - nem abrigavam passagem hidráulica ou elétrica. O estudo das alvenarias a serem demolidas é fundamental. Se por ali passarem encanamentos, será preciso gastar mais com a realocação das tubulações. Se as paredes exigirem reforços estruturais, os gastos também aumentarão.

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