Tendas, toldos, coberturas. O nome varia bem como a função. Mas o que os une é a presença cada vez maior, e necessária, deles em eventos ao ar livre. Antes pensadas apenas para proteger das intempéries, hoje essas estruturas são grandes aliadas da ambientação de eventos. E é um fenômeno não só concentrado em São Paulo. A Festaviva ouviu também fornecedores de Goiânia, Distrito Federal e Paraná e constatou que essas são peças fundamentais para os decoradores.
Se antes as estruturas eram retas, uma combinação de vigas, hoje elas são arrojadas. Destaque para as curvas que dão efeitos de amplidão impensados na época das linhas horizontais. O tipo de material usado para cobrir potencializa os efeitos decorativos. No mercado atual, os campeões da preferência são os plásticos, os rústicos e os tradicionais tecidos (veja quadro nesta reportagem). Há questões curiosas na escolha de uma cobertura. Soa engraçado e até mesmo estranho aparecer no orçamento de uma cobertura quantas ‘águas’ ela terá. Água, neste caso, nada mais é do que cada caída da estrutura. Assim, um modelo de quatro águas é o mesmo que um modelo de quatro pedaços, que unidos formam o conjunto.
Toldo ou cobertura?
É uma dúvida comum a quem vai encomendar um serviço de cobertura. Às vezes usadas como sinônimos, na verdade essas palavras designam estruturas diferentes. “Toldos são tendas pré-montadas”, explica o sócio- proprietário da Party Coberturas & Decorações, Fernando Terramus, de São Paulo. Já coberturas, diz ele, são todas as estruturas feitas sob medida. “As coberturas são personalizadas, se adequando conforme o projeto e às condições do local, complementando com a montagem de piso em diversos tipos de acabamento e cenografia geral”, esclarece.
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"Os valores são bastante variáveis, partindo de R$ 18 o m² e chegando até R$ 200 por m², dependendo da qualidade do material e do projeto" |
Opções do mercado
O mercado Brasil afora é amplo nas opções de modelos. A maioria dele pode ser personalizada ao gosto e necessidade do cliente. Mas há os modelos fixos que fazem bastante sucesso. Caso do “Catedral”, da Realizza Coberturas (foto 1), empresa de Goiânia, que conta com forração de plástico cristal, modulada a cada oito metros de vão para a estruturação das vigas, o que resulta num vão livre (área sem colunas) de 10 metros. “A forração pode ser adaptada com colocação de tecido. Nesta estrutura também podemos acrescentar os vitrais confeccionados para ela”, explica a diretora comercial Christiane Carvalho. O pé-direito alto – sete metros – e sua estrutura resistente fazem com que esse seja o modelo mais pedido pelos clientes em Goiânia. “Por não conter colunas internas num grande vão esse modelo facilita a ambientação e decoração”, garante Christiane.
No Distrito Federal há preferência pelos modelos convencionais, cobertos com tecido, mas os de plástico cristal (foto 2) vêm ganhando espaço. “Nos transparentes, pela sua estética, você se sente em um palácio de vidro”, opina Antonio Jander Souza, gerente da Grigório Toldos e Decorações, sediada em Águas Claras/ DF.
Plástico cristal
Ele é uma unanimidade entre as coberturas modernas, especialmente nas destinadas a eventos noturnos. Mas este não é o único material das coberturas. As empresas enumeram opções como o plástico branco, TNT (tecido não tecido), madeira, fibras, lona impermeável, lisolene (um tipo de plástico translúcido) e tecidos. Nas estruturas, os materiais são basicamente ferro, aço, e, em casos de pequenas extensões, madeiras.
Assim como a grande variedade de materiais, os valores igualmente são bastante variáveis, partindo de R$ 18 o m² (na empresa goiana Realizza) e chegando até valores que ultrapassam os R$ 200 por m², dependendo da qualidade do material e do projeto personalizado (veja o quadro comparativo completo nesta reportagem).
MODELOS DE ESTRUTURAS
Fonte: Party Coberturas e Decorações |
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