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Besta linda cheia de convidados sentados nas cadeiras com cara de sono. Se essa cena não for o fim da festa, só pode ter sido causada por uma trilha sonora mal escolhida. Um passo importantíssimo para a animação do evento, e consecutivamente para que ele seja inesquecível é a escolha das músicas da festa. Saber dosar o gosto particular do anfitrião ao que agrada a maioria ou ao que está na moda é uma arte que os profissionais do som cultivam e defendem. "A música faz com que os convidados participem e compartilhem da alegria do momento. Seja dançando ou cantando, ela une as pessoas", define Gilberto Vieira, o Giba, vocalista da Banda Free Som. "A música é indispensável. É por meio dela que conduzimos os diferentes momentos de uma comemoração. Costumamos dizer que a música é a alma da festa!", exalta o diretor comercial da Ricardo Dias Produção de Eventos, Fernando Gamba. "Alternamos músicas mais animadas com outras mais sérias, proporcionando esses climas durante toda a noite", completa Fernando Brandão, sócio de TrBr Eventos.
Em comum, todas as festas têm um bom motivo para celebrar, mas como o cardápio musical é bem extenso e os gostos de cada um diversos, é preciso bom senso para definir a trilha sonora perfeita para cada evento. E aí é fundamental que os donos da festa estejam em acordo com os fornecedores do som. "Os clientes têm que participar da escolha do repertório, pois eles conhecem melhor do que ninguém seus convidados e o perfil deles. Temos nossa base de trabalho, mas a opinião do cliente ajuda muito", acredita Giba, que completa, "Uma das fórmulas infalíveis de repertório é a de 'viagem no tempo', com músicas dos anos 60, 70 e 80, que atende a todos os gostos". Semelhante opinião tem Gamba, para quem concordância é fundamental nessa escolha. "É muito importante haver uma reunião musical antes do evento, para que o cliente consiga passar ao DJ o que ele espera do seu evento. Ritmos que podem ser imprescindíveis em algumas festas, em outras se tornam restrições", lembra. Portanto, valem as restrições, desde que não extremas. "Quanto mais restringirmos as opções de músicas, mais difícil ficará o trabalho do DJ, o que pode prejudicar a animação da festa", alerta Brandão.
"É importante haver uma reunião musical antes do evento, em que o cliente consiga passar ao DJ o que ele espera do seu evento. Ritmos que podem ser imprescindíveis em algumas festas, em outras se tornam restrições"
Fernando Gambá, Ricardo Dias
Produção de Eventos |
Entrada Triunfal
Um dos momentos mais esperados - e em que música é fundamental - é a entrada dos noivos na festa do casamento. Tão importante que pede uma música especial. E muitas vezes inusitada. A Banda Free Som, por exemplo, já recepcionou noivos tocando o samba "Verdade", de Zeca Pagodinho e o rock "Highway To Hell" do grupo alemão AC/DC. Para a abertura da pista, Frank Sinatra é praticamente imbatível. "De cada dez casamentos, oito abrem com "I've Got You Under My Skin"', diz Fernando Brandão, da TrBr. "New York, New York" é quase infalível", observa Giba da Free Som. Outras dançantes sempre têm presença garantida, como "I Say a Litlle Prayer", que além de bom ritmo, tem uma letra afinada à ocasião. "Normalmente a música escolhida pelos noivos é a que marcou algum momento de suas vidas", acreditam o diretor comercial Fernando Gamba e o DJ Luiz Augusto, ambos da Ricardo Dias. Às vezes, a música que marca os noivos - ou um deles - não vem na abertura da festa, mas acaba surpreendendo já nos primeiros acordes. "Tocamos o Hino do Boca Juniors para um noivo que era argentino!", relembra Brandão da TrBr.
| OS SUCESSOS DE SEMPRE |
New York, New York - Frank Sinatra
Mambo Number 5 - Lou Bega
Whisk a Go Go - Roupa Nova
Twist and Shout - Beatles
I Will Sur vive - Gloria Gaynor
Pintura Íntima - Kid Abelha
Do Seu Lado - Jota Quest
Não Quero Dinheiro - Tim Maia
A Festa - Ivete Sangalo
Quero Chiclete - Chiclete com Banana |
Interatividade
É difícil de conter a atração entre a cabine do DJ e os convidados. Os profissionais de música nos eventos vez ou outra têm que lidar com amadores que resolvem assumir o comando musical por algum tempo. O que fazer? Aproveitar a interatividade, mesmo que por alguns minutos! "É raro, mas em algumas festas o contratante tem um DJ convidado ou um amigo que é DJ, que daí faz um set dentro da programação do evento", diz Gamba. "Se o DJ for profissional não tem problema, mas muitas vezes são pessoas que não têm experiência e só querem brincar. Isso nos causa um transtorno enorme, porque invariavelmente eles querem tocar quando a pista está cheia e normalmente nos devolvem a pista vazia!", contrapõe Brandão. No palco o assédio não é muito diferente. "Sempre tem alguém que canta nas festas e geralmente até bem. Nós deixamos, mas sempre evitando bagunça", pondera Giba.
Batuque na pista
Entre bandas e DJ's, surgiu há algum tempo no mercado de música para eventos a contratação de escolas de samba para executar performances ao vivo. Deu tão certo que um grupo resolveu unir os dois estilos. Resultando no Sambatronics, banda parceira das festas de casamento e aniversário com som de Ricardo Dias. Formado por dez componentes de bateria de escola de samba, o Sambatronics toca uma coreografia sonora em harmonia com músicas mixadas pelo DJ. "Os bateristas entram repentinamente vestidos a caráter passando entre os convidados durante a festa, em direção à cabine do DJ", explica Gamba. Mas há também espaço para o samba típico brasileiro na apresentação. Após o primeiro momento de integração com o DJ, o cantor da banda interpreta diversos sambas-enredos, seguido pela marcação da bateria.
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